Simulador de autoconsumo solarUma estimativa profissional em menos de 1 minuto

Quanto pode poupar com energia solar em sua casa?

Responda a cinco perguntas simples e obtenha em segundos uma simulação profissional do seu autoconsumo — com e sem baterias. O cálculo é o mesmo motor de engenharia usado no modo avançado: 8.760 horas simuladas e análise económica a 25 anos.

◷ Menos de 1 minuto◆ Simulação horária real▲ Com e sem bateria★ Poupança e retorno

Os seus dados

1Onde fica a casa?

Usamos a latitude para estimar a produção solar local.

2Quanto gasta em eletricidade?

Fatura média por mês€/mês, com IVA
Preço da eletricidade€/kWh na fatura

3Como é o dia-a-dia em casa?

4Como é o telhado?

Para onde está virado
Inclinação
Área livre no telhadom² — cada painel ocupa cerca de 2 m²

5Quer guardar energia em baterias?

Com bateria, a energia que sobra de dia fica guardada para a noite.
Ajustar preços e detalhes (opcional)

A sua simulação

Ainda sem simulação

Preencha os cinco passos e clique em Simular agora.

Assistente de dimensionamento

Custos para a varredura económica
O assistente propõe potência, número de módulos, configuração de string, inversor e bateria. A varredura testa todos os escalões comerciais e devolve o que maximiza o VAL e o que maximiza a autossuficiência. Os custos são sem IVA e reproduzem a Fatura Proforma VoltJá PF 2026/004: 2.098,41 € + 0,15044 €/Wp no FV (= 2.491,07 €) e 813 € + 171,40 €/kWh no armazenamento (= 1.670,00 € para 5 kWh). O IVA aplicado é o da secção Investimento.
Σ

Memória de cálculo

Sem dimensionamento

Preencha os dados e clique em Dimensionar.

Identificação & Recurso Solar

Os dois modos são reconciliáveis: o botão resolve a irradiação no plano que faz o modelo analítico reproduzir exatamente a produtividade específica introduzida. No caso de estudo, 1.699 kWh/kWp ↔ 1.912 kWh/m²·ano.

Módulos Fotovoltaicos

Inversor Híbrido

Consumo, Perdas & Armazenamento

Consumo & Tarifas

Consumo mensal (kWh)

Perdas & Degradação

No modo analítico a cadeia é: perdas não térmicas × rendimento do inversor × correção térmica NOCT. As perdas térmicas não se introduzem aqui — são calculadas mês a mês, sob pena de dupla contagem. No modo PVGIS todas estas perdas já estão contidas na produtividade específica e só o sombreamento adicional é aplicado. A degradação aplica-se sempre.

Ambiental

Armazenamento

Investimento

Valores da Fatura Proforma VoltJá sem IVA: 4.161,07 € (B) e 2.491,07 € (A). Com IVA a 23% resultam 5.118,12 € e 3.064,02 €. Alterando para 6% obtêm-se de imediato os indicadores da taxa reduzida.

Cenário Financeiro

Parâmetros de avaliação

Executar

Valores por defeito: caso de estudo real PRSEE 2026_1250633 — moradia unifamiliar em Leça do Bálio (Matosinhos), consumo de faturação 2024 de 3.255 kWh, simulação PVGIS-SARAH3 de 1.699 kWh/kWp, e Fatura Proforma VoltJá PF 2026/004 de 21/07/2026. Atalho: Ctrl+Enter recalcula.

Ainda sem resultados

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O relatório é gerado a partir dos seus dados. Comece pelo passo 1 · Introduzir dados.

1

Recurso solar a partir da latitude

A produtividade específica Y (kWh/kWp·ano) é o indicador que resume o recurso solar de um local para uma dada orientação. O valor de referência da aplicação está ancorado na simulação PVGIS-SARAH3 real do caso de estudo — 1.699 kWh/kWp a 41,2249° N — e é extrapolado linearmente para outras latitudes da faixa ibérica:

Y(φ) = 1699 + (41,2249 − φ) × 33 [kWh/kWp·ano]

A 38° N obtém-se Y ≈ 1806 kWh/kWp; a 37° N, Y ≈ 1839. O gradiente de 33 kWh/kWp por grau reproduz a variação observada entre Porto, Coimbra, Lisboa e Faro. A inclinação ótima é estimada por:

β_ótimo = 0,76 · φ + 3,1 [graus]

Se o telhado não estiver na orientação ótima, aplica-se um fator de correção quadrático:

f_ori = 1 − 3,5×10⁻⁴·(β − β_ótimo)² − 1,2×10⁻⁴·(azimute)²

A distribuição mensal parte do perfil PVGIS real do caso de estudo e é modulada pela latitude, porque a amplitude sazonal cresce com o afastamento ao equador:

f'ₘ = f̄ + (fₘ − f̄) · tan φ / tan 41,2249°

Modo analítico. Em alternativa, a produção pode ser calculada a partir da irradiação no plano. A cadeia é aplicada por esta ordem, e a temperatura entra uma única vez:

T_célula(m) = T_ambiente(m) + (NOCT − 20)/800 × 700 PR(m) = (1 − perdas_não_térmicas) × η_inversor × [1 + γ·(T_célula − 25)] E(m) = kWp × H(m) × PR(m)

É por isso que o campo de perdas exclui explicitamente a componente térmica: introduzir aqui os 11,07% totais do PVGIS, que já a incluem, contaria a temperatura duas vezes e subestimaria a produção em cerca de 6%.

Os dois modos são reconciliáveis: o botão Calibrar irradiação resolve por bisseção o valor de H que faz o modo analítico reproduzir exatamente a produtividade PVGIS. No caso de estudo, 1.699 kWh/kWp ↔ 1.912 kWh/m²·ano com 5% de perdas não térmicas e η de 97,3%. Ainda assim, este modelo é uma estimativa de anteprojeto: para projeto de execução deve usar-se o valor PVGIS real da morada.

2

Número de módulos

O gerador é dimensionado pelo rácio produção/consumo, não pela potência contratada. Um rácio de 130–140% é o intervalo tecnicamente equilibrado num sistema com bateria: cobre o défice de inverno sem gerar excedente estrutural desperdiçado.

E_alvo = Consumo_anual × r (r = 1,36 no caso de estudo) P_necessária = E_alvo / (Y × f_ori) N = arredondar( P_necessária × 1000 / Wp_módulo )

Seguem-se três restrições que podem reduzir N:

a

Área de cobertura

N ≤ Área_útil / Área_módulo. No caso de estudo, 6 × 1,953 m² = 11,7 m² numa água sul de 28,1 m².

b

Potência do inversor

N × Wp ≤ P_FV,máx do inversor (4.500 Wp no SUN2000-3KTL-L1).

c

Rácio CC/CA

0,80 ≤ N × Wp / P_CA ≤ 1,25. No caso de estudo: 2.610/3.000 = 0,87.

Verificação do modelo: 3.255 kWh × 1,36 = 4.427 kWh ÷ 1.699 = 2,606 kWp ÷ 435 Wp = 5,99 → 6 módulos, exatamente o dimensionamento do projeto real.

3

Configuração da string

O número de módulos em série é limitado em cima pela tensão de circuito aberto à temperatura mínima (risco de destruição do inversor) e em baixo pela tensão MPP à temperatura máxima de célula (risco de o inversor não arrancar):

N_série,máx = ⌊ 0,95 · V_CC,máx / [Voc · (1 + β·(T_mín − 25))] ⌋ N_série,mín = ⌈ 1,10 · V_MPPT,mín / [Vmp · (1 + β·(T_cél,máx − 25))] ⌉

Com os dados do caso de estudo (Voc 38,45 V, β = −0,26%/°C, T_mín = −5 °C, V_CC,máx = 600 V):

Voc(−5 °C) = 38,45 × [1 + 0,0026 × 30] = 41,45 V → N_máx = 13 Vmp(70 °C) = 32,42 × [1 − 0,0026 × 45] = 28,63 V → N_mín = 4

Os 6 módulos ficam confortavelmente no intervalo [4, 13], numa única string. O número de strings em paralelo é depois limitado pela corrente:

N_paralelo ≤ I_máx,MPPT / Imp (e Isc × 1,25 ≤ I_sc,máx,MPPT)

No caso de estudo Imp = 13,42 A > 12,5 A — a corrente excede em 7,4% o limite nominal contínuo do MPPT, originando ligeiro clipping nas horas de maior irradiância. Não há risco: a Isc de 14,30 A está abaixo do limite de proteção de 18 A. A aplicação sinaliza esta situação a amarelo, não a vermelho.

4

Bateria

A capacidade útil é dimensionada pelo consumo que ocorre fora das horas de produção fotovoltaica, calculado hora a hora com o nascer e o pôr-do-sol astronómicos da latitude real:

ωₛ = arccos( −tan φ · tan δ ) δ = 23,45° · sen[360°·(284 + n)/365] Duração do dia = 2·ωₛ/15 [h]

A fração do consumo fora dessa janela, f_fora, dá diretamente a energia noturna média diária:

E_noite,dia = Consumo_anual × f_fora / 365 C_útil = E_noite,dia × cobertura_alvo C_nominal = C_útil / DoD ← é esta que se compra

A capacidade é depois limitada por três verificações e arredondada por defeito ao módulo comercial:

a

Excedente disponível

A bateria não pode exceder o excedente médio diário do mês crítico (dezembro) — caso contrário fica subutilizada metade do ano.

b

Potência do inversor

A carga/descarga é limitada pelo conversor (3,3 kW no SUN2000-3KTL-L1).

c

Ciclos equivalentes

ciclos = descarga_anual / C_útil. Intervalo saudável: 200–400 ciclos/ano. Abaixo de 200 a bateria está sobredimensionada.

Verificação do modelo: f_fora = 62,2% → 3.255 × 0,622 / 365 = 5,55 kWh/dia → módulo comercial de 5 kWh (Huawei LUNA2000-5-E1, 100% DoD), que é exatamente a bateria do projeto real. A simulação devolve ≈354 ciclos equivalentes/ano, contra 363 no relatório.

Varredura económica. O critério acima é técnico — dimensiona pela cobertura noturna, não pelo retorno. O assistente inclui por isso uma varredura que simula todos os escalões comerciais, do cenário sem bateria até 2,2× a energia noturna, com o investimento a variar com a capacidade:

CAPEX(C) = CAPEX_FV + custo_fixo_armazenamento + custo_kWh × C Substituição(C) = [custo_fixo + custo_kWh × C] × (1 − desconto)

Cada escalão corre a simulação horária completa e o modelo financeiro, devolvendo três respostas distintas: o máximo VAL (ótimo económico), o joelho da autossuficiência — último escalão cujo incremento seguinte acrescenta ≥1 ponto percentual — e o critério técnico. Quando divergem, a app quantifica o custo em euros de VAL de cada ponto adicional de autossuficiência, deixando a decisão explícita em vez de a esconder num pressuposto.

5

Simulação horária (8.760 h)

A produção mensal é distribuída em cada dia por uma meia-sinusoide entre o nascer e o pôr-do-sol:

P(h) = E_dia · sen[ π·(h − nascer)/duração ] / Σ sen(...)

A potência é depois limitada duas vezes — no inversor e no ponto de ligação:

P_CA(h) = mín( P_FV(h) , P_nominal_inversor ) → clipping P_injetada(h) = mín( excedente(h) , P_ligação ) → curtailment

O despacho segue a prioridade normativa do autoconsumo:

FV → carga doméstica → bateria (até C_útil) → rede défice → bateria → rede

O rendimento de ciclo de 95% é repartido simetricamente (√0,95 = 97,47% por sentido). A simulação corre duas passagens do ano: a primeira serve apenas para aquecer o estado de carga, de modo a que o resultado não dependa do SOC inicial arbitrário e os balanços fechem exatamente. Daqui saem os dois indicadores de mérito:

Taxa de autoconsumo = (direto + descarga) / produção Taxa de autossuficiência = (direto + descarga) / consumo Produção retida = (direto + carga) / produção

As duas primeiras usam a energia devolvida pela bateria; a terceira a energia armazenada. A diferença entre elas é exatamente a perda de ciclo, e é por isso que a percentagem no centro do gráfico circular não coincide com a taxa de autoconsumo — as fatias somam a produção, o indicador não.

Duas identidades de conservação são verificadas a cada cálculo e mostradas no dashboard:

produção = direto + carga + injeção + clipping + curtailment consumo = direto + descarga + compra à rede

Validação contra o relatório PRSEE: a aplicação devolve 66,2% de autoconsumo e 90,2% de autossuficiência com o perfil bottom-up calibrado — os mesmos valores da Tabela 10.

6

Avaliação económica

Os custos de capital são introduzidos sem IVA e a taxa é aplicada no modelo, o que permite testar de imediato a taxa reduzida de 6%. Os fluxos incorporam degradação, escalada tarifária, O&M e substituições:

I₀ = CAPEX_sem_IVA × (1 + IVA) − apoios CF(n) = Eauto(n)·t₀·(1+e)ⁿ⁻¹ + Einj(n)·v₀ − O&M(n) − Subst(n)·(1+IVA) Eauto(n) = Eauto(1) · (1 − LID) · (1 − d)ⁿ⁻¹
VAL = −I₀ + Σ CF(n)/(1+r)ⁿ TIR: VAL(TIR) = 0 (bisseção) LCOE = [I₀ + Σ Custos(n)/(1+r)ⁿ] / Σ E(n)/(1+r)ⁿ

O payback descontado usa os fluxos atualizados; o simples usa os nominais. A análise de sensibilidade faz variar cada parâmetro em ±20% mantendo os restantes, e ordena o resultado por amplitude do impacto no VAL (diagrama tornado).

Validação: com 4.161,07 € sem IVA e taxa de 23% (= 5.118,12 €, exatamente a proforma), tarifa de 0,17 €/kWh e escalada de 2%, a aplicação devolve VAL ≈ +2.824 €, TIR ≈ 8,69% e payback ≈ 9,4 anos, contra +2.876 €, 8,78% e ≈10 anos do relatório — desvio inferior a 2%. Comutando o IVA para 6%, o VAL sobe para ≈ +3.726 € e a TIR para 10,85%.